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Do Limonçauro à uvada: os produtos únicos e artesanais da Terras de Dinossauros

O negócio familiar foi criado em 2012 por Joaquim Gomes, natural do Ameal, que vende as suas criações por toda a região Oeste.

O Natal aproxima-se a passos largos e com ele chega a procura incessante pela prenda perfeita. No meio de tanta opção, torna-se difícil fazer a compra certa e, principalmente, oferecer algo distinto. Ora, a Terras de Dinossauros poderá ter a solução perfeita, com um leque vasto de propostas para a época festiva, que não se veem em todo o lado, feitos artesanalmente porJoaquim Gomes. Desde licores a marmelada e à muito requisitada uvada, Joaquim tem vários produtos artesanais para adoçar o inverno, que terão embalagens próprias para a quadra festiva e que estarão disponíveis no Mercado de Natal de Torres Vedras.

“Isto começou mais ou menos em 2009. No verão costumava ir a Santa Cruz e tinha lá um amigo que vendia artesanato. Eu também fazia algum artesanato e ele convidou-me para ir para lá e por lá fiquei, com uma banquinha à porta da loja onde vendia moinhos feitos por mim. Um dia, um senhor veio ter comigo e disse que eu devia vender licor, que ia vender muito. Respondi-lhe que não sabia fazer licor, mas ele disse-me que me ensinava a fazer licor de baunilha e café. Ele levou-me uma garrafinha para eu provar, era ótimo, e ele lá me ensinou a fazer esse licor. Depois acabei por nunca mais ver o senhor, mas comecei a fazer a bebida e fui vendendo. Em 2012 criei a marca e comecei a vender em feiras e mercados nos arredores de Torres Vedras”, começou por explicar Joaquim Gomes, em entrevista à NiO.

Tendo começado com o licor de café e baunilha, apreciado por muitos, Joaquim foi expandido a sua variedade de licores artesanais aos poucos: “Comecei com o licor de café e baunilha e depois comecei a fazer também a ginjinha. Aos poucos, fui fazendo vários e agora também tenho a ginja de cinco anos, envelhecida durante esse tempo, também tenho licor de ginga e chocolate e licor só de chocolate, que é algo mais direcionado para o Natal. Também tenho o licor de limão, que se chama o Limonçauro e o Bafo de Dinossauro, que é um dos mais recentes. Esse licor leva gengibre, canela, alfarroba e figo e pegou bastante bem. Depois, também tenho licores de alfarroba, de figo e de pastel de feijão”.

 “O licor de pastel de feijão surgiu porque, há uns anos, comecei a pensar que precisava de inventar algo que fosse o mais original possível aqui para o nosso concelho. O mais tradicional aqui de Torres Vedras são os pasteis de feijão, então agarrei em alguns, mergulhei-os em álcool e gostei. Fiz uma parceria com a Fábrica Coroa, que me fornece os pasteis e eu faço este licor que acaba por ser algo original e característico da região. Os outros licores são feitos com fruta aqui da zona Oeste, desde Alcobaça até à Ventosa por exemplo”, continua por explicar Joaquim.

Joaquim marca presença em várias feiras e mercados da região Oeste.

No entanto, ainda que os licores sejam a alma do negócio, Joaquim vende outros dois produtos artesanais com a ajuda da sua mulher, sendo que um deles é tão trabalhoso que está praticamente em vias de extinção, a uvada: “Pela mesma altura que comecei a vender os licores, decidi começar também a vender marmelada e a uvada. A uvada tem que estar muitas horas ao lume e é um doce que não ganha bolor nenhum, temos aqui uvada com dois anos de excelente qualidade. Comecei a fazer uvada porque, quando estava em feiras, os velhotes perguntavam-me se não tinha isso para venda, porque agora já é raro alguém fazer esse doce por causa do trabalho que dá. Falei com a minha mulher e fomos fazer uma investigação de porta a porta, para descobrirmos qual é a melhor forma de fazer uvada. Às vezes quando fazemos estas pesquisas há sempre detalhes que não batem certo, mas no caso da receita da uvada era praticamente igual em todas as terras por onde passávamos. Portanto, nós fazemos este doce em tacho de cobre, como antigamente, e colocamos lá o mosto da uva. O mosto é o sumo que sobra da uva quando se faz o vinho, portanto a uvada só se faz pela altura da vindima. Deixamos o mosto ferver no tacho, até evaporar-se mais ou menos a metade do que estava, e depois juntamos maçãs. Antigamente, as maçãs usadas chamavam-se pero ferro, mas não as consigo encontrar em lado nenhum, portanto usamos maçã normal. Mas, antigamente, as pessoas até usavam as frutas que tinham à mão, podia ser marmelos, melões, peras… normalmente, costumo fazer uvada com 40 litros de mosto de cada vez, quando fica reduzido a metade adicionam-se as maçãs e depois temos que ficar muito tempo a mexer, para o doce não pegar no tacho. O processo demora quase oito horas e a uvada não leva conservantes nem açúcar, o sabor adocicado vem da frutose”, revela Joaquim.

“Além disso, também vendo mel, mas isso já não é de fabrico próprio. Faço 500 quilómetros para ir buscar esse mel, numa região em Elvas. Quando vou lá trago sempre mais ou menos 200 quilos, porque aquele mel é mesmo muito bom, e tenho muitas pessoas que me pedem para trazer-lhes. Portanto, vou ter estes produtos todos disponíveis agora no Mercado de Natal e para os doces vamos ter frascos alusivos ao Natal”, afirma Joaquim, que estará com os seus produtos numa das várias bancas colocadas no Jardim da Graça, em Torres Vedras, entre 28 de novembro e 24 de dezembro.

Por fim, Joaquim explicou ainda a origem do nome Terras de Dinossauros, afirmando que muitas das vezes pensam que o negócio é da Lourinhã devido à ligação com os dinossauros: “Toda a gente fica curiosa com o nome porque pensam que eu sou da Lourinhã, que está muito associada aos dinossauros, mas não é assim. O nome surge porque desde novo que gosto muito de arqueologia, até tenho um curso em arqueologia e cheguei a fazer escavações na zona de Torres Vedras. As pessoas pensam que só existem vestígios de dinossauros na Lourinhã, mas também existe aqui no nosso concelho. Assim, escolhi Terras de Dinossauros, por ser mais abrangente e não se restringe a um só local”.

Presente em várias feiras e mercados espalhados pela região Oeste, poderá provar e comprar os vários produtos artesanais de Joaquim em diversos locais, sendo que o mesmo aceita também encomendas. Para isso basta ligar para o próprio (936 293 174), ou enviar um email para o endereço terrasdedinossauros@nullgmail.com. Poderá ainda visitar as páginas de Facebook e Instagram da Terras de Dinossauros sendo que, caso queira ver a mostra de produtos mais de perto, poderá passar pela banca de Joaquim no Mercado de Natal de Torres Vedras durante o mês de dezembro.

Carregue na galeria para conhecer alguns dos produtos da Terras de Dinossauros. 

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